Fã é aquele que luta, que chora, que vibra, que alegra, que apoia, que segua, que ergue, que aconselha, que ama, que corre atrás e que acima de tudo valoriza, mesmo que ninguém faça mais isso. Pois fã de verdade não abandona e sim acompanha nas horas boas ou ruins.
Nos (bons) tempos do rebolado de Elvis, a música branca descobriu que precisava se casar com a música negra. A mão negra trazia, com seu ritmo, a sensualidade para dentro da música. A mão branca parece que ainda não se sabe bem ao certo o que acrescentou, além de rostinhos que a mídia preferia ver.
Houve um tempo em que o sexo era apenas um modo de ser, uma forma de expressão de arte. E esses tempos de Elvis e sua pélvis censurada não foram mortos. Pelo menos não enquanto existia um rebolador chamado Michael Jackson.
O envolvimento de Elvis com a música é sexual, mas isto com tal naturalidade que o erotismo não impediu Elvis de se tornar um mito na família americana e não apenas dos jovens, sempre mais liberais. Quanto à Michael Jackson, a família sempre se divertiu com seus gestos "obscenos". Michael dizia ser escravo do ritmo para justificar os gestos, mas nem precisava, porque já sabíamos!
A performance é um ato sexual entre ele e a música que envolve todos, e, naquele momento, todos compreendem. Michael não usava o sexo para prostituir a música, mas sim para fazer amor com ela!
No palco Michael nos levava de volta ao tempo em que brancos espiavam de fora as festas negras sem saber ao certo o que estava acontecendo durante a música. Seria uma orgia? Mas depois que Elvis abriu a porta da festa, Michael nos convidou a entrar e sentir a música em sua plenitude.
Tudo o que sentimos foi a arte usando o corpo deles para nos tocar de forma mais íntima!
adaptado por Sarah Marques, original de Andréa Luisa Bucchile Faggion
De tanto cultivarmos a dor, ela acaba perdendo o sentido. Choramos vendo as vítimas de um tal desastre na tv. Mas não nos emocionamos quando passamos perto de um mendigo que vive na esquina da nossa casa. Isso faz sentido?
Na maioria das vezes, apesar de chorarmos lágrimas de crocodilo pelo sofrimento dos outros, quase nunca transformamos isso em algo positivo, não pensamos em maneiras de aliviar aquela dor. Sentimos pena, e só.